Tetraleurodes SP..JPG

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NOVA MOSCA BRANCA ATACANDO FOLHAS DE CITROS

Ela ataca somente na face inferior, como se vê na folha de laranja da foto altamente infestada. O que se observa nesta folha são somente “pupas”, quarto estágio, antes da emergência dos adultos. Desta-se o anel em forma franja que é formado por cera branca em torno da borda ovalada da “pupa”. Na foto, provavelmente, quase 100% está morta naturalmente, ou por inseticida ou emergida a mosca-branca adulta. Esta é similar a mosca-branca-da-batata-doce que ocorre na soja, algodão, feijão, etc, Bemisia tabaci, com a qual é confundida pelos citricultores e técnicos. O surto foi visto em citros comercial na região da Serra da Canastra, Minas Gerais e em tangerina sem sementes Verona no sul do Estado de São Paulo. Outros citricultores poderão estar observando e suas regiões também. A espécie encontrada na Verona, foi identificada facilmente como sendo a mosca-branca-da-amora, Tetraleurodes mori, cujos adultos são de asas rajadas. A da Serra, foi identificada apenas ao nível de gênero, Tetraleurodes, sendo divulgada como T. sp., aguardando identificação ao nível de espécie. Provavelmente se trata de espécie migrada da Acácia ou do Avocado. Ocorre reprodução por acasalamento à noite e por partenogênese (sem acasalamento). São 8 gerações anuais. Os ovos são castanhos e colocados irregularmente sobre as folhas. As ninfas eclodem em 4 a 12 dias. Ninfas de seis pernas (andarilhos) emergem de ovos e são móveis por até várias horas em busca de um local de alimentação. Em seguida surgem as ninfas 2 e 3, sem pernas, fixas na folha inserindo seus estiletes para sugar continuamente a seiva. Da ninfa 3 surge a “pupa” preta já descrita. A casca da “pupa” permanece na folha, mesmo após o adulto ter emergido. De ovo ao adulto duram de 4 semanas a 6 meses dependendo das condições. Sem desequilíbrios biológicos por inseticidas para o psilídeo, pode ocorrer até 28% de ninfas parasitadas por vespinhas dos gêneros Signiphora, Encarsia e Eretmocerus. Dos predadores destacam-se os crisopídeos (bichos-lixeiros) e a microjoaninha Delphastus sp. O controle biológico se completa pela ação do fungo Aschersonia aleyrodis, que resulta na redução populacional em 96% anualmente em condições de alta humidade relativa. O manejo pode ser feito por inseticidas comuns, mas recomenda-se investir em Óleo Mineral 1%, Reguladores de crescimento como Piriproxifen, Óleos de Neem, e atualmente os fungos comerciais Beauveria, Metarhizium e Isaria. #MoscaBrancaPupaPreta